tens o que trazes
o vento translúcido alto
recorte assinalável a dentes na escarpa
um fio terrestre dentro dos olhos
para uma inquietação falta-te o faltar rosto
construo rigores limites resguardos de métrica
ao sal imposto no rosto às gengivas
no seu inchaço prematuro
ao quinhão de mentiras soalheiras
de andar a pé
onde eu não viva haja essa distância de aqui
padecer outras dores onde eu não
seja a tua mão dentro do meu centro
o regurgitar neutro das marés
uma aurora levada em braços na retina
isso para isto quando eu te for
mais cansaço de voz que pensamento
mais um escrúpulo ao fim da noite
a beber da negligente rega
a senilidade aguenta-te um número
menor que convexo
certa neblina à hora correcta traz
O silêncio abrupto
ou pela manhã o suor frio
a língua vibrando na areia
dentro do que foi um corpo
arrefece um outro rasgo
um outro pulso desagua rios
imensos os sons os secos sons
da matança