é o dia que fala
o urinol público de arremesso
no chão a cabeça em pés
de esgoto sobra-nos a língua
vontade muita de retesar o sorriso
ligar à mãe estrangeirada
cumprir a válvula pericárdica da vida
não se oponham
pastéis de bacalhau
ao destino enxovalhado a esmalte
de pratos corroídos pela seiva
dos dentes
hoje os teus certos
onde dantes sobrepostos ao lábio
mordiam a sangue a vera
autofagia
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