Se esse pardal
que te poisa nos sonhos, descarado
bicho, com castanho depenar
de sombras,
se esse animal fugaz
te sussurrar
revelações de madrugada,
não me fales no outro dia.
Não sejas o morto vagante,
o qual, na expiação nocturna,
julga poder germinar
do poema a sinfonia.
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