eu que criei dentro
de qualquer traço descontínuo
de rosto
a justeza do ponto. a circularidade do olhar.
as sete da manhã em nu horizontal.
vejo agora
nítido
o elemento cego dos interstícios
a flora larvar
que geme O grito
para que lhe cortem os tentáculos
prematuros. sem
começo
fomos longe de mais:
até que houvesse nome
para dar às marés e
abrisse a porta
em nós
nova língua de mar adentro
reentrante
neste lodo de gaivota repisada.
dorme cosida ao seu cheiro.
e diz-se inteiro
o sentido do cais.
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