deitámos três leitões abaixo
(uma aranha a crescer-nos na boca)
as patas convulsas a sacudirem
para fora para fora
réstia de luz e esperança de tempo
mas deitámos tudo abaixo
e ainda sobrou um fio de navalha
para nos entretermos a esquadrinhar
as veias palpáveis
da deusa em pescoço sobre a mesa.
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