não te posso dar a noite
não esta. a minha. noite.
mais uma ferida a latejar na febre
mais uma tépida água de caules
de flores apodrecidas.
banham-me o início dos pés
e é só o prelúdio de todas
as manchas negras da viuvez.
quanto esperei por este dia
quanto fui eu antes de mim
só dentro de um convexo
de colher cuidadosamente polida.
as mãos bastam-se. e adormecem.
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