A primeira ingenuidade: a idade
Foi de falar puro que não te olhei
(Na altura os olhos partidos de vidro)
E nem sequer um sopro um dia em
Que o teu nome nascesse
Janela aberta para os quintais
Como nasce o que vem antes
Do dia das coisas de ser dia onde
Há apenas a presença
Preenchendo pelos rios o desespero
Do que corre para saber ser fim.
Ainda o teu cheiro como quem
Chegou antes de si. Veio
A um mundo e era menos agora
Que completo o sentido.
Haveria ao longe a paisagem
Servindo aos olhos o resto.
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