para o olhar
o que fica o que basta
encerrado no opaco
(não terei forças)
assumirei os dedos na terra
(agarrar as pedras por dentro
desbastar o invisível de perto)
um sussurro no imediato
(a força de um eco no vácuo
quem o ouvirá dentro?)
apenas um dia limpo
(por dentro o ar)
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comecemos
as rochas a água os limos
a decomposição negra ao sol
passeemos
nas marés a carne morta das aves
o voo a descoberto na areia
finquemos os pés
juntas as mãos o sangue
a raíz um filamento saliente da boca
pulsemos manhãs
frias gotas de suor raso
a língua a noite o fruto
por dentro comecemos
a chegar de perto aos sítios
discretos onde habitamos
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nuage
cabelo etéreo
por dentro da mão
a carta da doença
perto do grito
ir ali e não voltar mais
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