pretendia o silêncio
e afastei as mãos num jorro
tudo dito tudo feito
a feiura este vidro diurno
uma janela com faces dentro
o longínquo canto do que começa
veio a ser o
silêncio pretendido por dentro
das estações os passageiros
o tempo neles à mão
e a colheita a refrega
tudo isto tudo aceito
onde morar o crime esgotado
portas abertas para o cerco
erro nas contas a esperança do que
não digo como
ler nas frontes o medo a palavra
dor errada aqui sempre
um caminho diferente das mãos
uma rota que diverge e faz dos passeios
a lenta consumação do que se perde
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