importa não morrer
antes ser bom filho
ter as costas um espaço
lento importa não
sofrer por dá cá aquela
falha da alma nos dentes
de quem passa na rua a um
só olho importa não escrever
demasiado o que se sente depois
da água gaseificada plas fontes
do jorro sobra o lábio onde importa
não querer ser mais que as manhãs
ou a correspondente paralisia
importa não saber para nada disto
de que é composta a sopa quem a obrou
quem veio trazer o som antes da boca
ou onde o vestuário do rosto
importa no fim mais o papel
que o tempo e acabar por dizer tudo
sem corpo como se o levasse
o estar inteiro no momento.
para o fim a saliva
importa o projecto em falta
este poema estar aqui e cosido
ao ar que o sustenta
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