do canto escuro do quarto
do sobrolho levantado
das ondas partem
os dilúvios e as mãos na cabeça
os teus olhos ou lá onde isso fora
onde um daqui partem muito
os confusos os alienados
a farda branca as mãos um nó
o canto escuro do retrato
as janelas sem quartos daqui
onde os amamos
os dilúvios que partem para a espera
do outro lado onde
lá chegar é só isso
uma mão no peito no
meu centro a cabeça dentro sonhando
os teus olhos de onde comboios
partem muitos onde
nunca a estação.
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