a quinta perfeita
rasga-te o cérebro.
sémen da terra
a inundar os dias do exílio.
agita-se a flora
sempiterna ao redor
do vazio dos olhos.
partimos. a estrada começa
antes de nós.
a chuva
um decalque de vidro nos ossos
um corte de luz a cindir os lábios.
bebemos. a nuvem explode
antes de nós. a janela aberta
as escadas mortas. sentado em
cadáver de inverno. fronte matinal
de sangue pastoso. vem sai à rua
lambe as primaveras.
seguimos. o organum
fere a catedral. mãos à nuca.
finjamos.
antes de nós.
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