sempre fomos de esmagar a pureza dos ninhos.
atacá-los com fisgas primeiro
depois subir às árvores e arremessá-los pelo vento
mais tarde já tínhamos uma fome diferente
e abocanhávamos os ovos e as crias
até que um dia não tínhamos mais ninhos
e só já sabíamos abocanhar as próprias mãos
num desejo ávido de um aborto prematuro.
ainda não acontecera a escrita
já a silenciáramos.
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