casa vazia
jogo de luzes às sete e meia
boca aberta para estática da tv
meio quilo de farinha no chão
osmose de restos de fruta e sangue
lágrimas no sangue
o último a entrar que feche
as cortinas a porta
voou
como o silêncio
uma mortalha sobre a poltrona nua
logo se chora o faqueiro destruído.
fica para depois
um dia para penetrar a ombreira
outro em que não chova tanto.
talvez já hajam ninhos
talvez já os matem à caçadeira.
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