dá-me um céu azul que adivinhe uma nova madrugada fria
uma que seja diferente desta sempre minha
um retrato a cair no esboço
a cair no aborto do bolor e do precipício
o vidro da janela lascado
pela intempérie das manhãs de silêncio
minhas pedras meus caminhos de chagas e peditórios
meus alvéolos de supra redenção a ecoar o morto
dêem-me um novo crepitar de chama latente
um odor plácido a podre e justo
um querer enorme de valorosos homicídios
uma faca para matar este gume.
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