pode ser que um dia nos encontremos
e tenhamos
a flor mais sórdida na lapela
e o vazio que nos preencheu
durante tantos anos
venha a ser a nossa memória mais singela.
uma lágrima mais escura que se desprende
de um silêncio
não sabe o sal desta inquietação
tu e eu que somos
neste rio imenso?
tu e eu que buscamos
nesta indeterminação?
Sem comentários:
Enviar um comentário