às escondidas pela casa
no término das frinchas
no oco dos silêncios
vai lambendo o soalho solto
um nome que desconheço
uma verdade que ensurdece
um rio que chama
escuro o crer sonâmbulo
da madrugada.
por onde andei
quem me viu e quem
me colheu da sorte a errada?
do meu jogo eterno
de busca só entendo
o comprido dos meus dedos
e depois a mão fechada
um cálice de ódio em que afundo
a sentença cumprida no meu corpo.
conto as veias que crescem
abruptas no cruzar dos meus olhos
ao espelho. são outros.
não clareia nem escorre vento
e eu só penso como quem diz
só esqueço:
quem te deu a língua
e depois ta roubou
de novo?
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