quarta-feira, 26 de novembro de 2014

canção de empalar palestrantes

compêndio de esgrima
de la taxation do pouvoir économique
o reader's digest das mamãs

em querendo
ENLARGE YOUR CAPITAL

saudades de levar porrada

a bancarrota e a branca que arrota à boca branda

amiga comunhão
de bens
na boca
a hóstia
e a porrada
ei-la 

saudades de levar na estrada
um sorriso pelos joelhos

cantar às cegas uma meditação

massenet vende castanhas à dúzia
quem as come engole cascas mas
se é tosca a casta também canta

os seus males estranha
primeiro cospe-se depois

lave-se
água ao fole medra a terra

a minha mão na tua perna
ribanceira abaixo em sintra
três mortos no tal sinistro

dispensário da viuvez
a artrose da avó

a vizinha dentro de chaimites loucas
loucas loucas loucas e laranjas

em fevereiro
doces e castas
velhas lombrigadas ao caroço

uma dor um achaque um lábio
de fraque no dorso

minha mãe mandou-me à vila
ver de tudo o que havia em conta

vistas curtas perna longa
a mão manietada à montra dos monhés
disse-me

é um ver se te avias
chibo cabrão furtaste-me
da cabra com cio o coração

era casta a mandriona
agora basta
água naquela lona
de chover todo o dia

manda ao pai este aviso vivaz
vá de metro
sem tenaz.


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