sigo-os
crescentes no teu metalizado arbóreo.
saio à rua para sorver a intempérie
mas não não sou eu
é um outro. amante dos estios.
um que tenha memória suficiente para
cair de vez na linha dos comboios
se sujeitar à mão maquinal da histeria
e dar de si um grito para o lado
num suspiro rouco de caverna
aquilo tudo tudo
o que foi adiado a tempo certo e
um dois três
aos três saltamos
eu na tua mão não sei se é
meu o teu suor também e a aparência
de uma dúvida na linha da testa
e um olhar de refúgio a ferir como uma aresta
um interstício de inquietação.
por que não desta vez e de todas as outras?
é a carne dizem.
e uma língua que ainda não esquece
a marca refulgente da lâmina e o seu doce
escorregar de donzela
engolida inteira.
ainda tenho
a carne dos vitrais saliente nos olhos
e o teu peso nela obriga-os
a ser manhã.
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