porque lavo o meu corpo
na monodia solitária dos pontapés.
e de mim só pende o insaciável
e por mim o sumo dos meus sonhos
entorpecidos.
porque o que o sol diz gigante
cai logo e torna fixa a noite entre dois olhos
da minha tela húmida de negrume
já só o revérbero distante de um rosto
e dele a foz liquefeita de um canto.
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