domingo, 4 de novembro de 2012

Do sopro

A maresia agreste
foi o que nos fez mudar para cá.

Esse cheiro do infinito
a penetrar-nos os pulmões secos,
essa invasão natural do condensar
vazio dos tempos.

Foi essa maresia o que nos uniu
e matou, lascando aos poucos
as pontes rarefeitas
da nossa memória.
Um sopro perene
no sussurro da mente.

Um dia isto
e outro nada.

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