E isto que sinto
que é senão a verdadeira
ausência?
E isto que te peço
que é senão o verdadeiro
encontro?
Tantas vezes o barco distante
navega perto,
e eu que não pego na tua mão
porque quero ter algo
com que tapar os olhos.
E eu que não te olho
porque tenho o passo curto
e voraz,
e passo sem pensar
nas certezas.
E eu que clamo, cego
a dádiva do toque,
sem estender primeiro
o mais ínfimo dedo.
Eu que tenho em mim
a soma dos vácuos
incompletos.
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