e aflora seco à boca
lacrada a jaspe e madrepérola.
o presságio das abelhas dentro do alecrim
mais a promessa de chuva sobre as colinas.
corre em mim o vento eremita.
o olho do homem sobre os campos
uma cicatriz de terra com charrua
a ornar paralela o desabar do frio
corre em mim o tempo de sóis nenhuns
corre em mim um sentido mais opaco
de mudez. o que corre é o corpo inerte
e nos dedos corre estéril um carreiro
de palavras-formiga. para dentro onde corre
o nome.
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