eu te invoco taberna rouca
a suar política com frituras
sob os meus pés de sesta morna.
eu te invoco baixio de s. bento
com a fachada desigual do silêncio
a tua habitual alma de bulício
e noites sussurradas em novelas
de janelas abertas e cortinas gotejantes
para o mundo outro mundo teu dentro
outro tanto. consome-se o dia
em lentas horas de almoço
e rasantes eléctricos ansiosos. o meu
dia dentro do teu
já não é dia. é hora extensa
enquanto espero ponteiros que me mintam
é agora.
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