e segue o rasto dos bosques
e da distância.
todos necessitamos
da mentira.
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por quem são os montes
e os pinhais?
por quem dormem
os reflexos de um anterior nosso
a serem mancha de manhã
na sombra imaculada dos olivais?
há muito que ouço a espera
como eco
e já não conto os passos
nem os olhares roubados.
o que eu quero é deixar
sobre a toalha da mesa
a marca do café
e residir nela
a contemplar no canto do olho
o respirar tímido da janela
o tingir de verde adormecido.
já aí tão morto
o cerrado dos dentes
e o crime da pulsação.
já aí tão eu
nomeado
eu fechado
sobre mim
nova crença
certa e derradeira
eu
minha escarpa de fim.
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