terça-feira, 4 de junho de 2013

5-VI

não te peço manhãs novas
pousadas sobre o meu rosto.
não sei ser outra vez
muro de cal em pedra
já tão gasta a sombra
de um silêncio mais
fresco.

talvez um dia te acolha
entre as mãos um desejo
de nova aurora.
não porém agora
que o dia se despe
e solene se contempla.

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