não te peço manhãs novas
pousadas sobre o meu rosto.
não sei ser outra vez
muro de cal em pedra
já tão gasta a sombra
de um silêncio mais
fresco.
talvez um dia te acolha
entre as mãos um desejo
de nova aurora.
não porém agora
que o dia se despe
e solene se contempla.
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