eu só digo aquilo
que não toco
aquilo que não sei
ainda é lápis resistente
a crescer ombro torre dentro
deste mar de enterro
e vejo-o ao longe
embrenhado no lúgubre
regurgitar de terra
esse som murmurado
de pedra e de charco
ou a ínfima porção do inanimado
o crescente da manhã
já morto abafado
o sorriso que cai e germina
veneno ou o simples
batimento de asas
a ser par de desejo.
Sem comentários:
Enviar um comentário