quando pousares frouxo o dia
já seco na tua mão
aspergido o suco
por meio dos cabelos
tão sordidamente delineados
a meio do chão
e a massa toda de um vazio
te circundar os olhos
como fundo
se cava o rosto
entre os joelhos
tão já sem nós
de dedos velhos
e quando no total
de um relógio de bolso cego
se desenhar o fio
mais tardio do firmamento
saberás Job
que nulo cala o que em nós
trai o vento.
não terei tanta terra assim
a preencher o palmo
oblongo desta esfera
de fim.
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