escrevo antes que adoeça
do som súbito pensante do dia
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de que jorro faço eu
meu pranto se não só mesmo
daquele único secreto sopro que a madrugada ampla
segrega:
o ponto do corpo mais íngreme aberto às larvas
a dádiva de um ventre ofertado
à textura lânguida das línguas das moscas
o pavor mudo dos horizontes violados contra as janelas
os pés sobre a lepra fresca dos orifícios da terra.
abraçado às paredes pútridas das veias
o melífluo musgo parasitário
do meu dia desfasado.
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