dedos de sol
com os dias
que te trouxeram
cabelos de vento
na tarde comprida
do azul novo
nosso abrir de olhos
latente
no rio que foi
o destino de março
abril perdido
porém hoje de facto
quando caem aviões
sobre o teu peito
não sei que murmúrios
ouço e langor se vejo
a nova sede
de mundos vazios
que tragam tardes
imensas inteiras intensas
sem testas de fogo
apenas pétalas de
orquídeas roxas
verdadeiras como
vagas de luz incenso
de novas primaveras.
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