sexta-feira, 12 de abril de 2013

um outro triste mesmo

com o crescente dos dias
meu tempo
se recrudesces
alento mudo de manhãs
que nem se desfolham
surdo sempiterno crescer
de decréscimos
vazio vago retorno
retomo-te entre os dedos
hoje terno como outro
ontem sempre inverno
mas sim
sem nos sabermos
mas sim
do que dissemos
fingimos
olhar no vidro da montra
relógios sem ponteiros.

com o crescente dos dias
mel em ódio melífluo
no pão da melodia
melindrada.
abri os dentes trincando
mundos com sal
do que dá saber a nada.

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