em levar as mãos ao rosto.
em crer a janela aberta
com os anis e os mercúrios
perfeitamente enlaçados
de uma unção final.
em ter o pátio nos dedos.
em ser livro deserto
chamando a si tintas
com relevos de eras
na língua morta animal.
em ter o costume sentado.
em ter o céu branco
de escarpas que alguém sonhou
hoje manto fofo e diáfano
onde crescer secreto punhal.
em ser o dia de viés.
em buscar razões na razão
preterida vácua multidão deitada
sobre o lado esquerdo
- o que dói menos -
é ser oblíquo
o que dói menos
é ser diagonal.
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