segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tu

um cheiro novo
a madrugada.

o teu ponto
fixo etéreo converge
na linha extensa
de um oceano de terra.

como um amplexo profundo
reverbera a cor do vitral
num espelho teu roubado.
o frio da pedra
que rejubila.

sei-te
como o fumo de um cigarro
sabe subir entre nós dois
e deixar nos colarinhos
marcas mais nossas
do que antes
antes de nos sabermos
humanos e de termos
convicções.

por agora
porém
corre um vento entre os lençóis
que apaga as combustões fatais
com sopros mansos da espera.
se me recordo da noite
branca
estendida entre quatro acordes
da fantasie-impromptu
ela ainda tem inscrita
em saliva morna
o nome que te outra.
tu.

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