agora é sempre manhã e os pássaros passam e cantam
elegias mais tristes
chocam contra o tecto
das palavras
em cadência monocórdica
perfazem um uníssono
ao fundo
da cor da distância
o vibrar de uma latência
estende os seus veios de seda
dissonantes sem resolução
e eu busco no dicionário
o espaço de uma folha rasgada
que tenha inscrito a unhas
o verdadeiro nome disto.
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