quarta-feira, 17 de julho de 2013

uma cerveja no baptistério

suo com a água
que um deus verteu
deste seminal
encontro nosso.

deixou-me depois
esta luz laminar
para em vão cindir
dos mármores os veios

de campa. e um doloroso
frio de palavras em espaços
secos.

Nasceu outro cristão
para sair à rua
tropeçar no degrau
verter o miolo pelas fendas
da alma contra o soalho
da comiseração. Nasceu
mais um salvífico pulmonar
arquétipo de espessura
para fissurar a terra com o olhar
e perder nela o seu signo vital
a cantar lonjura.

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