I.
há um ramo de rosas
sem nome
a beber a cor desbotada
que ainda verte
da nossa solidão de sábado à tarde.
II.
há um tempo de festa
que faz estremecer
os dentes que rangem
na janela
cirurgicamente fechada.
III.
há um postal de viena
a descansar sobre a mesa
a digestão suspensa das horas
que ainda lhe faltam. foi esta tarde
podia ter sido sempre.
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