O que fazer com o meu nome?
O que fazer com estas mãos sujas
da intempérie
e da água da chuva que só lavou almas
aos que lhe beberam últimas
findas palavras?
Como caminhar direito
sem o sapato do pé esquerdo
nem esse lado do coração?
Afinal todos pendemos
para aquilo que sabemos ser-nos
força motriz de morte.
Como acrescentar conhecimento
com respostas vagas
com coerência
com a vida feita como
nos livros e nas crónicas narradas dos avós?
Uma coisa sucede outra
e o rol é caminho onde habita
sempre novo enigma.
Ninguém faz listas
verdadeiras;
para não se afogar nelas.
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